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Sertões do Seridó: estudos de história colonial

MACEDO, Helder Alexandre Medeiros de Macedo. Sertões do Seridó: estudos de história colonial. Florianópolis: Bookess Editora; Carnaúba dos Dantas: Edição do Autor, 2012.

 

Sinopse

Temos dedicado parte de nossas atenções, nos últimos treze anos, ao estudo de temáticas ligadas ao passado colonial do Seridó, região sertaneja localizada na porção centro-sul do Estado do Rio Grande do Norte. No decorrer de nossa trajetória acadêmica, em face de inquietações e interesses, produzimos artigos e ensaios versando acerca do recorte espacial do Seridó – aqui entendido enquanto sertões, dada a multiplicidade dos vários Seridó que a análise do seu processo de formação territorial tem nos permitido enxergar. Alguns desses textos foram incorporados, parcialmente, nos dois trabalhos já mencionados. Outros, foram publicados em revistas acadêmicas e/ou de divulgação. O livro SERTÕES DO SERIDÓ: ESTUDOS DE HISTÓRIA COLONIAL, dessa maneira, apresenta oito artigos publicados no período de 2000 a 2005. Os dois primeiros ressaltam a importância de fontes documentais para a compreensão da história colonial do Seridó. Os seis restantes centram o seu foco numa questão melindrosa e passível de discussão: a história indígena. Teriam, de fato, os índios, desaparecido dos sertões após as Guerras dos Bárbaros? Esses textos, de certa maneira, procuram dar respostas ou caminhos possíveis de entendimento para essa pergunta que é ao mesmo tempo intrigante e atual, dado o cenário de ressurgimento étnico que palpita em todo o Rio Grande do Norte.

Prefácio

Sinval Costa

Sumário

Fontes judiciais do Seridó sobre a escravidão e suas possibilidades de pesquisa

Os Documentos do Cartório de Pombal-PB e a história colonial do sertão do Rio Grande do Norte

Em busca da memória perdida: algumas reflexões sobre a história indígena do Seridó

Considerações sobre a história indígena do Seridó: percalços, indagações e questionamentos

Existem índios no Rio Grande do Norte? A propósito da presença de populações indígenas no sertão do Seridó entre os séculos XVIII e XIX

Haveria no sertão do Seridó reminiscências da cultura indígena?

Vivências indígenas em tempos cristãos na Freguesia do Seridó entre o fim do século XVIII e início do século XIX

Desvendando o passado índio do sertão: memórias de mulheres do Seridó sobre as caboclas-brabas

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Carnaúba dos Dantas: história e patrimônio

MACEDO, Helder Alexandre Medeiros de Macedo. Carnaúba dos Dantas: história e patrimônio. Florianópolis: Bookess Editora; Carnaúba dos Dantas: Edição do Autor, 2012.

Sinopse

O livro apresenta uma síntese das ações desenvolvidas pelo Grupo de Estudos em Patrimônio e Arqueologia do Seridó (GEPS) no período de 2003 a 2006 em Carnaúba dos Dantas. Trata-se de uma espécie de “guia” pela história e pela cultura do município de Carnaúba dos Dantas, situado na região do Seridó norte-rio-grandense, onde são apresentados aspectos da formação sócio histórica do lugar e o seu patrimônio arqueológico, urbano e imaterial. Uma lista das principais publicações sobre Carnaúba dos Dantas é apresentada ao final do livro, para os interessados em aprofundar a leitura acerca do município. Em formato pocket, o livro pretende oferecer ao carnaubense uma leitura possível (e arbitrária, portanto) do seu patrimônio cultural.

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CAPÍTULOS DE HISTÓRIA DO NORTE-NORDESTE: poder, cultura e sociedade

MACEDO, Helder Alexandre Medeiros de Macedo (org). Capítulos de História do Norte-Nordeste: poder, cultura e sociedade. Florianópolis: Bookess Editora; Carnaúba dos Dantas: Edição do Autor, 2011.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sinopse

Capítulos de História do Norte-Nordeste: poder, cultura e sociedade reúne textos produzidos por discentes de doutorado do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco – PPGH/UFPE que iniciaram seus estudos em 2009 junto à antiga linha de pesquisa Poder Político e Movimentos Sociais. A nossa preocupação, ao pensar a edição do livro, foi a de possibilitar a difusão de pesquisas recentes feitas sobre recortes específicos do território que hoje corresponde ao Nordeste por parte de pesquisadores que se encontram na preparação de suas teses de doutoramento. Assim, alguns dos artigos de Capítulos de História do Norte-Nordeste correspondem a excertos das dissertações de mestrado de seus autores e outros estão atrelados a suas temáticas de pesquisa no doutorado. O que une os autores desses textos, para além de sua vinculação temática – por abordarem assuntos a partir do viés do poder, da cultura e da sociedade –, é o fato de problematizarem objetos de estudo ligados a espaços que hoje correspondem à região Nordeste, com ênfase nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Do ponto de vista do recorte cronológico, os quatro primeiros capítulos do livro incidem sobre o período colonial, ou seja, época em que o Nordeste não existia como hoje o concebemos, mas, sim, o Norte – onde se situava a grande Capitania de Pernambuco e suas anexas. Os estudos de Alberon Gomes, Álvaro Andrade, Paulo Henrique Marques e Helder Macedo, assim, abordam aspectos da história social, cultural e administrativa da Capitania de Pernambuco e suas anexas nos tempos coloniais. Os textos de Augusto Acioly, José Luciano Aires e Faustino Cavalcante, por sua vez, tratam de temas mais ligados à história social e política no período republicano.

 

 

Sumário

(Des)caminhos do altar: casamento, normatização e resistência no cotidiano das relações de gênero na Capitania de Pernambuco, séculos XVI-XVIII. Alberon de Lemos Gomes

A administração econômica e financeira no Brasil colonial: o caso da Companhia Geral de Comércio de Pernambuco e Paraíba. Álvaro Pereira de Andrade

A conquista colonial no sertão da Capitania da Paraíba (1660-1730). Paulo Henrique Marques de Queiroz Guedes

“Por datas que tirarão no tempo do gentio”: bases da produção do território da Freguesia da Gloriosa Senhora Santa Ana do Seridó, Capitania do Rio Grande. Helder Alexandre Medeiros de Macedo

Maçonaria e República em Pernambuco: algumas considerações (1889-1912). Augusto César Acioly Paz Silva

Um feriado para comemorar: a memória em forma de calendário. José Luciano de Queiroz Aires

A conquista do voto: o anticomunismo como estratégia eleitoral nas campanhas pós-“redemocratização” da Paraíba (1945-1950). Faustino Teatino Cavalcante Neto

 

 

Prefácio

Christine Rufino Dabat – Professora do Departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco

 

 

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Populações indígenas no sertão do RN

MACEDO, Helder Alexandre Medeiros de Macedo. Populações indígenas no sertão do Rio Grande do Norte: história e mestiçagens. Natal: EDUFRN, 2011.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prefácio: Fátima Martins Lopes

Posfácio: Muirakytan Kennedy de Macêdo

Sinopse

O objetivo do livro é o de compreender algumas das modificações causadas pelo fenômeno da ocidentalização no sertão da Capitania do Rio Grande e na vida das populações indígenas que aí habitavam durante o Período Colonial. Partimos da discussão de Serge Gruzinski acerca da ocidentalização, entendida enquanto fenômeno imerso no contexto da expansão do capitalismo comercial e que, pela imposição da cultura ocidental às alteridades do Novo Mundo, emprende a conquista dos seus territórios, corpos e almas. O recorte espacial cobre o sertão da Capitania do Rio Grande, especificamente o território colonial da Freguesia da Gloriosa Senhora Santa Ana do Seridó. O limite cronológico escolhido para a pesquisa corresponde ao Período Colonial e parte do Imperial. Entretanto, a ênfase recai sobre o período que inicia em 1670, ano da mais antiga concessão de sesmaria – conhecida até o momento – no sertão do Rio Grande, estendendo-se até a década de 1840. Fontes de natureza manuscrita, impressa e cartográfica compõem o rol de documentos utilizados: correspondência e legislação oficiais, requerimentos de sesmaria, inventários post-mortem, justificações de dívida, registros de paróquia, mapas, ações cíveis, notas de cartório, demarcações de terra. Tomamos o método indiciário, problematizado por Carlo Ginzburg, para cruzar essas fontes entre si e detectar as suas particularidades e idéias subentendidas nas entrelinhas, mas, atribuindo a elas o  status de um discurso colonial, fruto da burocracia de onde foi originado e do lugar social de quem o produziu. Procuramos demonstrar, ao longo do trabalho, que o fenômeno da ocidentalização desestruturou as sociedades indígenas e seu habitat, construindo, por cima dos seus escombros, um território colonial que encontrou na cartografia da Freguesia de Santa Ana um eficiente instrumento de controle do espaço e da população. Por outro lado, se a imposição da cultura ocidental exterminou grande parte da população nativa que habitava o sertão do Rio Grande, os remanescentes desses índios e os mestiços deles descendentes sobreviveram de diversas maneiras na Freguesia de Santa Ana: na condição de cativos de guerra ou em regime de trabalho servil, como moradores ou assistentes nas fazendas, povoações e vila; perambulando sem rumo nos campos e nas manchas populacionais; como agentes mediadores entre o mundo ocidental e o nativo, exercendo cargos militares ou civis.

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“Seridó Potiguar: tempos, espaços, movimentos”

MACEDO, Helder Alexandre Medeiros de; ARAÚJO, Marcos Antônio Alves de; SANTOS, Rosenilson da Silva (orgs.). Seridó Potiguar: tempos, espaços, movimentos. João Pessoa: Ideia Editora, 2011.

Prefácio: Ione Rodrigues Diniz Morais

Orelha: Muirakytan Kennedy de Macêdo

Sumário

Sinopse

Os estudos sobre o Seridó norte-rio-grandense têm se expandido paulatinamente nos últimos anos, sobretudo a partir da produção de seridoenses que fizeram sua graduação ou pós-graduação lato-sensu no Campus de Caicó, do Centro de Ensino Superior do Seridó da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, alguns dos quais concluíram ou estão concluindo pós-graduação stricto-sensu no Campus Central da mesma universidade, no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. A coletânea de trabalhos reunidos nesta obra comunica os resultados de recentes e rigorosas pesquisas realizadas por estudiosos que estão revisitando temas, renovando a historiografia e produzindo conhecimento a respeito de objetos de estudo como a modernização, a produção e o planejamento do espaço urbano; as políticas públicas e a reforma agrária na porção rural do Seridó; as manifestações culturais expressas através da culinária, festas religiosas, atitudes perante a morte; e os grupos ou sujeitos sociais que são atores de todas essas vivências, que ganham nome, cor e história nos textos deste livro: ciganos, índios, negros, loucos e mendigos. É em suma uma obra de multifaces, autores, olhares e de um Seridó não menos heterogêneo e não menos complexo do que aquele percebido pelos estudos anteriores da área de Geografia e História.

Pontos de venda

Museu Histórico de Acari (Museu do Sertanejo), Acari-RN

Sebo do Tarzan, Mercado Público, Caicó-RN

Entrevista: vida de escritor

Hoje à tarde fui surpreendido com a visita de meu primo Daniel Raposo da Câmara Arboés, aluno do Ensino Fundamental em Carnaúba dos Dantas, que fez uma pequena entrevista comigo para um jornal da escola. Segue, abaixo, o texto das respostas da entrevista.

 

DANIEL: Seu nome completo e sua data de nascimento.

HELDER: Helder Alexandre Medeiros de Macedo. Nasci em 22 de novembro de 1979, em Currais Novos, mas, sou, acima de tudo, seridoense de Carnaúba dos Dantas.

DANIEL: O que você faz? Sua profissão?

HELDER: Sou historiador e professor de História. Hoje, infelizmente, estou fora de sala de aula devido ao meu envolvimento com a pós-graduação, mas, espero, em breve, retornar aos bancos escolares.

DANIEL: Qual é sua formação?

HELDER: Fiz minha graduação em História, entre 1997 e 2002, no Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), Campus de Caicó, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), numa época onde se fazia licenciatura e bacharelado ao mesmo tempo. Depois, entre 2003 e 2005, fiz especialização, também no CERES/Caicó, em Patrimônio Histórico-Cultural e Turismo. Parti para Natal, onde, no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da UFRN fiz o mestrado em História, entre 2005 e 2007. Atualmente sou estudante do doutorado em História da Universidade Federal de Pernambuco.

DANIEL: Sabemos que, além de historiador, você também é escritor. Quando e qual motivo te levou a ser um escritor?

HELDER: Acho que não teve um motivo forte para que eu me tornasse escritor. Sempre fui apaixonado pela leitura e pela escrita, principalmente pelo incentivo da minha família: meu avô, Hermes de Azevêdo Dantas (Gambão), era vendedor de revistas, sempre me presenteando com exemplares das revistas em quadrinho (sem capa) que ele trazia para vender em Carnaúba dos Dantas; minha vó, Aurisci Medeiros, desde que “me entendo de gente” que a conheço lendo muito e escrevendo; minha mãe, Helenice Medeiros, é professora e foi minha alfabetizadora, em casa. Acho que não preciso falar mais nada… É preciso dizer, também, que tive ótimos professores durante a minha vida escolar aqui em Carnaúba dos Dantas, na escola pública, que, acreditando nas minhas aptidões, sempre me incentivaram a não parar – de ler e de escrever. Uma professora, a quem sempre rendo meu preito de gratidão, é Alda Alves de Oliveira (a eterna “Tia Alda”), que foi minha professora na Pré-Escola. Foi com ela que eu publiquei o meu primeiro texto, “Felicidade de duas pessoas”, num livrinho que ela organizou, de forma pioneira, em 1985, intitulado “Nossos pensamentos”. Sempre me emociono ao falar disso, pois foi uma oportunidade única que eu e os colegas da minha turma tivemos em meados dos anos de 1980: a possibilidade de publicar um pequeno texto. Aquilo marcou minha vida pra sempre.

DANIEL: Seus livros, todos, tem relação com a história do nosso município ou estado?

HELDER: A maioria, sim. Ao todo, até hoje, publiquei oito livros, sendo quatro de minha autoria e quatro como organizador, inclusive, com outros autores. Os que organizei foram os seguintes: Acari: berço da cultura e religiosidade na saga de um povo hospitaleiro, de 2004 (organizado junto com Muirakytan Macêdo, Inalda Bezerra, Francinete Ferreira, Guia Medeiros, Sérgio Enilton e Francisco Canindé); Ritmos, sons, gostos e tons do Patrimônio Imaterial de Carnaúba dos Dantas, de 2005; Bom Dia Sertões, de 2009 (com Isaura Rosado) e Seridó Potiguar: tempos, espaços, movimentos, de 2011 (junto com Marcos Alves e Rosenilson Santos), que foi lançado no último dia 13 de julho na Livraria Siciliano, em Natal. E os livros que publiquei, de autoria própria, foram: Patrimônio arqueológico em Carnaúba dos Dantas: pesquisas realizadas entre 1924 e 2005 (2009); Carnaúba dos Dantas: raízes, fragmentos e história (2010); Diário do Impronunciável (2010) e Patrimônio arqueológico do Seridó: sítios rupestres em Carnaúba dos Dantas (2010). Desses, apenas o Diário do Impronunciável não é um livro sobre história ou cultura, mas, uma coletânea de crônicas que escrevi entre 2007 e 2010, quando morava entre Natal e Carnaúba dos Dantas. Estou com um livro no prelo, a sair esse ano pela Editora da UFRN, que é a minha dissertação de mestrado sobre história indígena no Seridó e mais alguns livros em preparação para os próximos anos. No meu blog, o Oco-do-Pau de Helder Macedo (http://heldermacedox.wordpress.com), você pode conferir uma sinopse dos meus livros e acompanhar o lançamento dos próximos.

DANIEL: Quantos livros escritos você tem? E para você, qual é o mais importante?

HELDER: Acho que acabei me empolgando e respondendo essa indagação na pergunta anterior: foram oito livros, entre os organizados e aqueles de autoria própria. Todos são muito importantes para mim, mas, no momento, aquele em que eu deposito mais apreço é o Carnaúba dos Dantas: raízes, fragmentos e história, pois é uma síntese (uma versão, melhor dizendo) do processo de formação sociohistórica de meu torrão.

DANIEL: O que é escrever para você?

HELDER: Uma arte. A escrita, para mim, é uma forma de libertação – dos problemas, da história, da realidade caótica que nos cerca, em se tratando das crônicas e das poesias que escrevo (tenho algumas poesias publicadas no blog http://escuromolhado.wordpress.com).  Por outro lado, escrever livros de história e de cultura é algo meio que apaixonante, está no sangue, é até inexplicável. Tem haver um pouco com o sentimento de pertença ao lugar onde se nasceu ou onde se vive(u) – é o meu caso com Carnaúba dos Dantas. Escrevo, afinal, porque sei que existem pessoas que dependem do meu pouco conhecimento. Deixar as ideias engavetadas ou armazenadas em um computador seria, minimamente, leviano.

DANIEL: O que é ser um bom leitor e um bom escritor?

HELDER: Pergunta difícil. Acho que um bom leitor, nos dias de hoje, é aquele que lê sem o compromisso de resolver tarefas, preencher formulários ou mesmo fazer uma pesquisa. É aquele que lê de tudo um pouco: jornais, revistas, blogs, livros, por exemplo. E mais: é aquele que não se apaixona, apenas, pelas notícias curtas e pela facilidade que a internet oferece, indo atrás dos livros de papel. Sim, porque, mesmo em tempos de e-books, i-pads, mp’s e tablets os livros impressos em papel não perderam sua majestade (e, espero, não perderão!). Bom escritor acaba sendo, por conseguinte, aquele que lê bastante e que consegue transpor para o papel suas quimeras, fatalidades, anseios, desejos e problemas. É aquele que brinca com as palavras, constrói castelos no ar com as sílabas da nossa língua e oferece, aos seus leitores, possibilidade de sonhar.

Todo dia é dia de índio no Rio Grande do Norte

Original de Albert Eckhout.

Original de Albert Eckhout.

19 de abril. Em tese, os norte-rio-grandenses não teriam um porquê para estar celebrando o tão aclamado Dia do Índio (algo contraditório, se consideramos que o adjetivo potiguar – usado para designar os nascidos no Rio Grande do Norte – é oriundo do nome da tribo indígena que se encontrava na costa quando os portugueses fincaram seus pés, no início do século XVI). Afinal de contas, até uns anos atrás, o organismo governamental responsável pelas políticas indígena e indigenista no Brasil – a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) –, afirmava que Rio Grande do Norte e Piauí eram os únicos estados da federação sem populações indígenas. Igualmente, historiadores tradicionais que produziram suas obras sobre a história do Rio Grande do Norte até meados dos anos de 1950 afirmaram, categoricamente, que os índios tinham desaparecido da Capitania do Rio Grande após as Guerra dos Bárbaros.

Os tempos mudaram. Novas pesquisas foram realizadas, sobretudo em documentos históricos que mostram índios habitando ao lado de brancos, negros e mestiços mesmo após as Guerras dos Bárbaros. Antigas posturas foram reavaliadas. Homens e mulheres de vários rincões do território norte-rio-grandense, ao rememorarem suas genealogias, indicam a presença de um caboclo-brabo ou cabocla-braba entre os seus avoengos. Índios começaram a aparecer nos censos oficiais no território do Rio Grande do Norte. Comunidades rurais localizadas no litoral e no sertão iniciaram uma reflexão acerca de sua própria identidade/etnicidade, em busca de suas raízes indígenas.

A existência de uma produção bibliográfica e, igualmente, de comunidades organizando-se em busca de sua etnicidade, nos obriga a, pelo menos, refletir sobre a questão indígena no Rio Grande do Norte a partir dos caminhos abertos pela história e pela cultura. De uma coisa podemos ter certeza: os índios não desapareceram do Rio Grande do Norte após as Guerras dos Bárbaros.

Disponibilizamos, abaixo, uma lista de referências (não exaustiva, diga-se de passagem) acerca da temática indígena no Rio Grande do Norte, algumas das quais disponíveis para download.

Referências sobre a questão indígena no Rio Grande do Norte

CAVIGNAC, Julie Antoinette. A etnicidade encoberta: Índios e Negros no Rio Grande do Norte. Mneme – Revista de Humanidades, Caicó, v. 4, n. 8, 2003. Download.

CAVIGNAC, Julie Antoinette. Visões e abusões: patrimônio cultural e questão étnica no Rio Grande do Norte. Iluminuras, v. 22/4, 21p, 2009. Download.

CAVIGNAC, Julie. A índia roubada: estudo comparativo da história e das representações das populações indígenas no Sertão do Rio Grande do Norte. Caderno de História. Natal, EDUFURN, v.2, n.2, p. 83-92, jul/dez. 1995.

GUERRA dos Bárbaros. Curta metragem produzido por Júlia Manta em 2001 (11 min/ 35mm). Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=e5duD0qNCrU>. Acesso em: 23 jan. 2011. Download.

GUERRA, Jussara Galhardo Aguirres. Censo do RN mostra presença indígena. Mandato Cidadão – Deputado Mineiro. Disponível em: <http://mineiropt.com.br/publicacoes/censo-do-rn-mostra-presenca-indigena/>. Acesso em: 23 jan. 2011.

GUERRA, Jussara Galhardo Aguirres. Indígenas do Rio Grande do Norte: uma longa história de resistência. Mandato Cidadão – Deputado Mineiro. Disponível em: <http://mineiropt.com.br/publicacoes/indigenas-do-rio-grande-do-norte-uma-longa-historia-de-resistencia/>. Acesso em: 23 jan. 2011.

GUERRA, Jussara Galhardo Aguirres. Mendonça e Eleotério: oralidade, memória e identidade indígena do Rio Grande do Norte. Mandato Cidadão – Deputado Mineiro. Disponível em: <http://mineiropt.com.br/publicacoes/mendonca-e-eleoterio/>. Acesso em: 23 jan. 2011.

GUERRA, Jussara Galhardo Aguirres. Os caminhos e descaminhos da identidade indígena no Rio Grande do Norte. 2007. 217p. Dissertação (Mestrado em Antropologia). Universidade Federal de Pernambuco. Recife. Download. ou Download (2ª opção).

LIMA, Marcos Galindo. O governo das almas: a expansão colonial no país dos Tapuias – 1651-1798. 2004. 342p. Tese (PhD em História). Universidade de Leiden, Holanda.

LOPES, Fátima Martins. Em nome da liberdade: as vilas de índios do Rio Grande do Norte sob o Diretório Pombalino no século XVIII. 2005. 700p. Tese (Doutorado em História do Brasil). Universidade Federal de Pernambuco. Recife.

LOPES, Fátima Martins. Índios, colonos e missionários na colonização da Capitania do Rio Grande do Norte. Mossoró: Fundação Vingt-Un Rosado, 2003.

LOPES, Fátima Martins. Missões Religiosas: Índios, Colonos e Missionários na colonização da Capitania do Rio Grande do Norte. 1999. 210p. Dissertação de Mestrado (História do Brasil) – Universidade Federal de Pernambuco. Recife.

MACEDO, Helder Alexandre Medeiros de. Desvendando o passado índio do sertão: memórias de mulheres do Seridó sobre as caboclas-brabas. Vivência, n. 28, 2005, p. 145-57, Natal.

MACEDO, Helder Alexandre Medeiros de. Ocidentalização, territórios e populações indígenas no sertão da Capitania do Rio Grande. 2007. 309p. Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal. Download ou Download ou Download

MACEDO, Helder Alexandre Medeiros de; MEDEIROS NETA, Olívia Morais de. A questão indígena no Rio Grande do Norte. Natal, 2011. Material didático elaborado para o Curso Técnico de Guia de Turismo à distância – DETED/IFRN/E-tec Brasil, referente à disciplina História do Rio Grande do Norte. Download.

MARIZ, Marlene da Silva. (org.) Repertório de Documentos para a História Indígena existentes no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Mossoró: FVR/ETFRN/UNED; Natal: Secretaria de Educação, Cultura e Desportos do Rio Grande do Norte, 1995.

MEDEIROS FILHO, Olavo de. Aconteceu na Capitania do Rio Grande. Natal: Departamento Estadual de Imprensa, 1997.

MEDEIROS FILHO, Olavo de. Cronologia Seridoense. Mossoró: Fundação Guimarães Duque/Fundação Vingr-Un Rosado, 2002 (Mossoroense, Série C, v.1268).

MEDEIROS FILHO, Olavo de. Gênese Natalense. 2.ed. Natal: Sebo Vermelho Edições, 2002.

MEDEIROS FILHO, Olavo de. Índios do Açu e Seridó. Brasília: Centro Gráfico do Senado Federal, 1984.

MEDEIROS FILHO, Olavo de. No rastro dos flamengos. Natal: Fundação José Augusto, 1989.

MEDEIROS FILHO, Olavo de. Notas para a História do Rio Grande do Norte. João Pessoa: Unipê, 2001.

MEDEIROS FILHO, Olavo de. Os Holandeses na Capitania do Rio Grande. Natal: IHGRN, 1998.

MEDEIROS FILHO, Olavo de. Terra Natalense. Natal: Fundação José Augusto, 1991.

MEDEIROS, Ricardo Pinto de. A redescoberta dos outros: povos indígenas do sertão nordestino no período colonial. 2000. 280p. Tese (Doutorado em História do Brasil). Universidade Federal de Pernambuco. Recife.

MONTEIRO, Denise Mattos. Introdução à História do Rio Grande do Norte. Natal: EDUFURN, 2000.

PIRES, Maria Idalina da Cruz. Guerra dos Bárbaros: resistência e conflitos no Nordeste Colonial. Recife: Secretaria de Cultura, 1990.

POMPA, Cristina. Religião como tradução: missionários, Tupi e Tapuia no Brasil Colonial. Bauru, SP: EDUSC, 2003.

PORTO ALEGRE, Maria Sylvia. Aldeias indígenas e povoamento do Nordeste no final do século XVIII: aspectos demográficos da “cultura de contato” In: DINIZ, Eli; LOPES, José Sérgio; PRANDI, Reginaldo (orgs). CIÊNCIAS Sociais hoje, 1993. São Paulo: ANPOCS, HUCITEC, 1993. p. 195-218.

PORTO ALEGRE, Maria Sylvia. Cultura e história: sobre o desaparecimento dos povos indígenas. Revista de Ciências Sociais, v. 23/24, n. 1/2, p. 213-25, 1992/1993, Fortaleza.

PORTO ALEGRE, Maria Sylvia. Rompendo o silêncio: por uma revisão do “desaparecimento” dos povos indígenas. Ethnos – Revista Brasileira de Etnohistória, n. 2, p. 21-44, Recife, 1998.

PORTO, Maria Emília Monteiro. Jesuítas na Capitania do Rio Grande (séculos XVI-XVIII): Arcaicos e Modernos. 2000. 271p. Tese (Doutorado em História). Universidad de Salamanca. Salamanca.

PUNTONI, Pedro. A Guerra dos Bárbaros: povos indígenas e a colonização do Sertão Nordeste do Brasil, 1650-1720. 1998. 200p. Tese (Doutorado em História Social). Universidade de São Paulo. São Paulo.

SILVA, Claudia Maria Moreira da. “Em busca da realidade”: a experiência da etnicidade dos Eleotérios (Catu/RN). 2007. 285p. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal. Download.

SPENCER, Walner Barros. Ecos de silêncio! A memória indígena recusada. 2000. 155p. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal.

TEENSMA, Benjamin Nicolau. O diário de Rodolfo Baro (1647) como monumento aos índios Tarairiú do Rio Grande do Norte. In: ALMEIDA, Luiz Sávio de; GALINDO, Marcos; ELIAS, Juliana Lopes. Índios do Nordeste: temas e problemas, v. 2. Maceió: EDUFAL, 2000, p. 81-99.

Patrimônio Arqueológico do Seridó: sítios rupestres em Carnaúba dos Dantas

MACEDO, Helder Alexandre Medeiros de. Patrimônio Arqueológico do Seridó: sítios rupestres em Carnaúba dos Dantas. São Paulo: Agbook; Carnaúba dos Dantas: Edição do Autor, 2010.

Sinopse

O livro apresenta o esforço de catalogação do patrimônio arqueológico de Carnaúba dos Dantas, município localizado no Seridó Potiguar, realizado no período de 2003 a 2005 pelo extinto Grupo de Estudos em Patrimônio e Arqueologia do Seridó (GEPS). Seu conteúdo prioritário, portanto, é o conhecimento que conseguimos produzir acerca dos sítios arqueológicos de Carnaúba dos Dantas através da sinopse de uma ficha de registro e registros fotográficos (amadores, porém, encartados no livro apenas com a finalidade de documentar os lugares). Partimos da concepção de que o patrimônio cultural, tido como o conjunto dos bens capazes de identificar uma determinada sociedade no tempo e no espaço, compõe-se de elementos naturais, materiais e imateriais, bem como, de que os sítios arqueológicos constituem-se enquanto monumentos da presença pré-histórica na região. A catalogação abrangeu os vales do rio Carnaúba, dos riachos do Bojo / Olho d’Água e do Cardão e da zona do Lajêdo / Areias da Cobra, em que foram registrados 45 sítios arqueológicos rupestres, portadores de pinturas e de gravuras, que foram classificados como sendo pertencentes às Tradições Nordeste e Itaquatiara e, ainda, alguns com grafismos semelhantes à Tradição Agreste. Tomamos como referencial, para essa classificação, o conceito de tradição discutido por Gabriela Martin para as diferentes áreas arqueológicas do Nordeste brasileiro. Registramos os sítios em ficha de cadastro própria, utilizando o modelo do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), além do que efetuamos documentação fotográfica dos grafismos rupestres e tomada das coordenadas geográficas dos pontos visitados. A realização desta pesquisa e efetivação do respectivo inventário demonstrou-se importante já que nos possibilitou aprofundar o conhecimento acerca do patrimônio arqueológico de Carnaúba dos Dantas, formado por bens culturais de diversas nuanças e localizados em variados pontos do território municipal, geralmente nas proximidades dos vales cortados por rios ou riachos: trata-se de sítios rupestres, líticos e cerâmicos que nos revelam alguns vestígios deixados pelos grupos humanos mais antigos da região, há milênios antes da chegada dos europeus nas terras do Novo Mundo. Direcionamos o nosso olhar, todavia, para os sítios contendo arte rupestre, que impressionam não apenas pela grande quantidade concentrada nos vales citados. Alguns desses lugares que catalogamos, como a Furna da Desilusão e o Sítio Letreiro, podem, com a realização de uma pesquisa por parte de arqueólogos, comprovar as hipóteses de Gabriela Martin sobre o início do povoamento pré-histórico da região há cerca de 10 mil anos atrás, considerando as datações dos Sítios do Alexandre e Mirador, já escavados. Por fim, ao passo em que chamamos a atenção para o mérito de se realizar uma pesquisa arqueológica na área que pesquisamos, alertamos também para a situação calamitosa em que se encontra a maioria dos lugares pelos quais passamos nossa vista. Muitos deles já se encontram com seus painéis comprometidos parcial ou totalmente, seja por conta dos agentes naturais ou mesmo do próprio homem. Faz-se necessário, portanto, que a comunidade científica e o Poder Público possam gerar uma política de preservação desses sítios aliada a um programa de educação patrimonial vinculado à escola, para que no futuro não nos culpemos pela degradação desses importantes bens patrimoniais.

 

Prefácio: Cláudia Lago, historiadora e Professora da Universidade Federal da Paraíba – UFPB

Contra-capa: Sidney Santos da Silva – Acadêmico em Arquitetura e Urbanismo – UnP

 


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Assim nasceu o Seridó

No princípio era o sertão, e o sertão estava com os Janduí, os Pega, os Kanindé e outras tribos indígenas que habitavam naquelas paragens. O sertão era o rio do Cuó, assim chamado pelos nativos que comiam traíra em suas lagoas, ingás e poços. Ele estava, no princípio, com Taúba, a Ursa Maior e outras divindades ligadas à natureza. Todas as pedras, rios, matos, cachoeiras, serras, terras e águas do sertão eram dos nativos. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens que o habitavam e guerreavam com suas tribos rivais nos confins do mais recôndito lugar daquele sertão. No princípio, no rio do Cuó, morria-se pra nascer de novo no corpo dos homens. A morte não era o fim de tudo: consumiam-se os mortos e os mortos retornavam aos seus em ritos festivos. E uma luz diferente resplandeceu nas trevas do sertão ensolarado, e as trevas não compreenderam que essa luz vinha de homens que cultuavam um deus que era três ao mesmo tempo, morto há dois mil anos por esses mesmos homens. Portugueses, seus filhos já nascidos do outro lado do Atlântico, cristãos, judeus neoconversos, mestiços, incluindo índios Potiguara já cristãos. Todos esses homens penetraram no sertão com a riqueza que andava sob quatro patas: o gado, transmutado em milhares de cabeça que cedo ocuparam as ribeiras em caiçaras e currais. Fazendas foram erguidas para cuidar do gado e dos homens que chegaram no sertão trazendo a cruz como símbolo e deidades representadas em diversas Marias, Santanas e Luzias. Uma guerra se impôs entre esses dois mundos. De um lado, os índios das diversas tribos que moravam nas ribeiras do Cuó. De outro, aqueles que vieram do além-mar, seus filhos, mestiços e índios cristianizados. O palco dessa guerra: o sertão, suas plagas, ribeiras, serras e vales. As flechas e emboscadas do caboco-brabo, a pólvora do marinheiro, o metal do luso-brasílico, as astúcias do mestiço e sertanista: homens mataram homens aos milhares. Aqueles que veneravam Taúba foram, em sua maioria, vencidos pela sanha ocidental. Sobreviveram, sim, mas, seus deuses foram substituídos por um deus trino e deidades femininas que ganharam altares em pequenas capelas espalhadas na ribeira. Seus maciços, serras e riachos ganharam outros nomes, mistos da língua falada pelos Potiguara e luso-brasílicos: o rio do Cuó foi chamado de rio das Acauãs e anos mais tarde de Seridó. Sob a bandeira ocidental um arraial foi erguido perto de uma capela que os adventícios dedicaram à padroeira dos vaqueiros, Santana. Outros moradores se chegaram ao arraial, que virou povoação aos olhos de um novo rei – não mais o rei Janduí, que imperava sobre os nativos, mas, El rei de Portugal. Esse povoado, anos depois, foi elevado à condição de freguesia, com o pomposo título de Freguesia da Gloriosa Senhora Santa Ana do Seridó. Fazendas de gado e pessoas se multiplicavam. Brancos, negros, índios e mestiços cuidavam de suas vidas, seus gados e suas pequenas roças nas ribeiras que, agora, estavam sob a égide de Santana. E o Seridó se fez carne, espírito, corpo, alma e vontade para aqueles que moravam no seu chão. E o sertão habitou entre nós e vimos a morte encerrar pessoas dentro dos templos encravados na ribeira, como que quisessem estar perto do deus trino que inspirou o apossamento das terras nativas. Assim nasceu o Seridó.

 

10 dez 2010

 

 

“Caetano Dantas, fundador de Carnaúba?”

Quem fundou Carnaúba dos Dantas? Caetano Dantas Corrêa? Chiquinho de Azevêdo? Antonio Azevêdo? Antonio Dantas de Maria? A questão – haver um fundador para Carnaúba dos Dantas – já havia sido posta em discussão em 1977, por dom José Adelino Dantas, quando publicou o livro O Coronel de Milícias Caetano Dantas Correia – um inventário revelando um homem. Todavia, os ecos dessa abordagem ultrapassada e antiquada da história local – discutir fundação e fundador - ainda perduram em Carnaúba dos Dantas, num momento em que aproxima-se a realização de um concurso público.

Procurado informalmente para preparar uma espécie de apostila oficial sobre a história de Carnaúba dos Dantas, para subsidiar a empresa que está realizando o certame do concurso público, fiz questão de não tocar nas questões de fundação e fundador, pelas razões aludidas. Mesmo assim, as perguntas sobre isso assomam-se. Preocupado, elaborei um texto-manifesto em que discuto o porquê de não ser interessante, nos dias de hoje, gastar neurônios, saliva e tempo discutindo questões tão arriscadas e capciosas como as que envolvem uma pretensa fundação de Carnaúba dos Dantas.

 

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